Troca de olhares.
A gente olha pra fora. Enxerga o lado de dentro. Alumia o coração. Faz morada no sentimento.
A gente olha pra fora. Enxerga o lado de dentro. Alumia o coração. Faz morada no sentimento.
Levei meus olhos pra passear. Fui em boa companhia e ainda tive a honra de me encontrar com o Tempo. O moço tirou alguns minutos pra conversar comigo. Um dedo de prosa, como falamos aqui em Minas. Marcou um encontro a 100 metros da praia, na Alameda da Felicidade número
Pôr do sol. Posto está. Sem volta, sem querer, sem mais. Foi mal. Indo. Rindo. Foi. Tchau. O dia. A cena. As horas. O tempo que não volta. Os momentos que ficam. Pra sempre. Solamente. Pode o amor se pôr? Por aí vai.
Sobre o amor, a vida, a delicadeza da existência humana em seus recortes de dor e esperança. Sobre o trabalho, a família, as pontes que nos conectam e os abismos que nos lançam ao profundo vazio da solidão. “Sonhos de trem” é um filme que nos leva com ele. Sensível,
Há dois "Feliz Ano Novo" pra mim. Aquele que à meia-noite nos recebe com festa, vestido de fogos de artifício e os desejos mais bonitos; e aquele que se inicia quando a viagem termina. (Será que ela termina?) Dentro de mim ainda sou céu, estrada, ponte, frio,
“Te amarei de janeiro a janeiro até o mundo acabar.” O mundo continua, graças. 2026 bate na porta e abre janelas para você amar, cultivar, cantar, curar, dançar, estudar, suar a camisa, viajar, meditar, sonhar, realizar, se encontrar. Escolha um verbo, faça seus pedidos, amém. Por aqui, o ano chega
Incrível a doce alquimia da vida. O dom de transformar leite condensado em brigadeiro. Farinha de trigo em Challah. Espera prolongada em Beta hCG positivo. Colo em passos de dança. Semente em flor. Dia-a-dia em alegria. E assim a gente vai transformando picolé em palito premiado. Contos de
Querida Clarice, Já se passaram alguns dias do nosso encontro no teatro. Queria ter escrito já no dia seguinte, transbordando que estava de emoção, mas o correr desenfreado do tempo fez com que os rascunhos acabassem guardados em uma gaveta do coração. Ah, como chorei: ao te ver, te ouvir,
Agosto foi embora e eu nem vi. Vivi. Muito, intensamente, cada segundo desse mês que geralmente se mostra - se sente - tão longo, tão grande, exageradamente demorado. Cadê? Passou, fui, ui, o tempo está mesmo voando. (Ou fui eu que não parei.) Agosto dos ventos uivantes, gelados. Das notícias ruins para
Sim, eu sei. Perdi o timing. Me perdi em meio à minha emoção, à minha ação. (Acho que fiquei paralisada, fora do ar, sem palavras.) Aí a vida veio passando, outros filmes também, e aqui estou: atrasada feito o coelho da Alice, "é tarde, é tarde, é tarde"
Eu nunca gostei do Ney Matogrosso. Nem desgostei. Respeito sempre tive, vide meus olhos admirados de menina pousando sobre aquela figura excêntrica, dona de uma voz singular, chacoalhando o corpo no Programa do Chacrinha. Até que fui assistir "Homem com H" e saí do cinema querendo ligar pra
O filme acabou e as luzes não se acenderam. Providencial. Um longa como este não poderia mesmo terminar assim, num corte abrupto para a vida lá fora. Da penumbra veio um tempo, um respiro, uma ponte para gentilmente nos conduzir de volta. Aos poucos. Fiquei alguns minutos paralisada, apreciando cada
cinema
Conheci Bituca nas aulas de canto da escola. Eu devia ter uns 10 anos quando me encantei por “Maria Maria”, “Nos bailes da vida”, “Coração de Estudante”. Fui da sala do cinema para a sala de aula em alguns minutos. O tempo passou para mim e para ele. E com
cinema
Tenho que admitir. (Como se precisasse...) Sou apaixonada por cinema, e não é de hoje. Já escrevi vários posts aqui no blog sobre filmes incríveis que assisti e que instantaneamente fizeram minha mão coçar, quase uma urgência em escrever. Especialmente os enredos tocantes, emocionantes, que nos convidam a pensar e
Depois de tanto já dito, refletido, doído, sentido, a série continua. Na vida. Nos quartos e suas portas fechadas. Nas salas de aula, recreio, nos shoppings e nas resenhas. Nas telas de celular, no feed do Instagram, nos olhos do seu filho. Tem olhado pra eles? Tem percebido o que
#dicadelivro Amo colecionar palavras. Livros na estante e no coração. Especialmente aqueles que a gente termina e sente uma espécie de orfandade, sensação de perda e ao mesmo tempo ganho – quanto ganho!… – assim que alcança a última última página. Autores novos, clássicos, antigos, imortais. Emendo um no outro como quem
Onde foi mesmo que eu parei? Ah, sim. No nascimento da minha filha, dia primeiro de novembro. Desde lá tive que sair de cena por aqui para entrar em sintonia com a correria de parir meu terceiro filho, correria melhor não há. Ei-lo, pois, aqui. Bonito, saudável, apgar 10,
Amor
Eu sempre soube que ela se chamaria Isabella. Bella, com dois eles, em homenagem à minha avó materna, por quem sempre morri (vivi, ainda vivo) de amor. Eu só não sabia que ela iria demorar tanto para chegar, especialmente porque a primeira gestação veio muito rápido, contrariando a previsão da
vida
1 ano de morte. Mortes, no plural. 1 ano de vidas partidas, quebradas, roubadas. 1 ano de dor. Desamor. Desumanidade. Terror. Torpor. Escuridão. Horror. 1 minuto de silêncio. 1 ano sem palavras. Sopro de esperança, canto de paz, grito de NUNCA MAIS. Chora a vela, choramos todos nós.
Amor
Um filho de pais separados. Um diagnóstico de TEA – Transtorno do Espectro Autista. Um “convite” da escola para ele se retirar. Um filme sobre o amor, na dimensão mais ampla e profunda que esse sentimento carrega ao expressar os laços entre entre pais e filhos. (Amor que não dá pra
Amor
Seguimos juntos há 4 meses. No quarto, na varanda, na praia, no voo de volta pra casa, no sofá da sala. Ele sempre disponível, eu nem tanto. Ele inesperado, controverso, envolvente, arrebatador. Eu completamente fisgada, atraída, curiosa, envolvida. Me pego pensando nele durante o dia, ansiosa para encontrá-lo à
Autoestima
Divertidamente 2 está dando o que falar. E o que sentir, como não poderia deixar de ser. A ansiedade que mora em mim falou, falou na minha cabeça e só sossegou quando os ingressos foram finalmente comprados. (Uma luta, diga-se de passagem.) E aí eu não desgrudei os olhos
vida
Já há algum tempo venho pensando na importância dos pontos finais. Não só em relação aos ciclos que necessariamente precisam ser fechados (bem-vindo à vida), mas também em relação aos assuntos e conversas que naturalmente deveriam ser encerrados mas ou se perdem no tempo ou adormecem no silêncio, permanecendo
Trabalho
O que são 15 anos para você? O que foram? Festa de debutante, valsa com o pai, viagem pra Disney, turma de amigos, espinhas no rosto, quarto fechado, fone de ouvido, mudança de escola. E dá-lhe química, física, biologia, hormônios à flor da pele, primeiro namorado, começo de terapia,