Medo
No escuro nada se vê.
Nada se gosta.
No escuro tudo tem sombra.
Tudo tem medo.
No escuro nada se toca.
No escuro nada se vê.
Nada se gosta.
No escuro tudo tem sombra.
Tudo tem medo.
No escuro nada se toca.
A gente olha pra fora. Enxerga o lado de dentro. Alumia o coração. Faz morada no sentimento.
Levei meus olhos pra passear. Fui em boa companhia e ainda tive a honra de me encontrar com o Tempo. O moço tirou alguns minutos pra conversar comigo. Um dedo de prosa, como falamos aqui em Minas. Marcou um encontro a 100 metros da praia, na Alameda da Felicidade número
Pôr do sol. Posto está. Sem volta, sem querer, sem mais. Foi mal. Indo. Rindo. Foi. Tchau. O dia. A cena. As horas. O tempo que não volta. Os momentos que ficam. Pra sempre. Solamente. Pode o amor se pôr? Por aí vai.
Sobre o amor, a vida, a delicadeza da existência humana em seus recortes de dor e esperança. Sobre o trabalho, a família, as pontes que nos conectam e os abismos que nos lançam ao profundo vazio da solidão. “Sonhos de trem” é um filme que nos leva com ele. Sensível,